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Geneir Marques – perseverança aliada ao bem divino

    Imagine que exista um deus criador do Universo e ele seja mau, daí os horrores da humanidade: assassina-tos, roubos, estupros, terre-motos, furacões, fome, en-fim, o império do mal. Nessa especulação, acredite então que um de seus anjos tenha se rebelado contra a malvadeza e, em razão disso, expulsaram-no do paraíso perverso ? levando-o consigo os seguidores do bem. Dando azo à sua imaginação, vislumbre agora que esse anjo rebelde do bem tenha enviado um homem ao nosso planeta para nos alertar sobre dois pontos fundamentais: 1º) por que a injustiça quase sempre vence; 2º) qual deve ser a atitude para superarmos o deus mau!

   Bem, o parágrafo acima é um resumo da crença que imperou absoluta entre os cristãos nos primeiros séculos após a morte de Jesus (o homem enviado pelo anjo rebelde). Mas a Igreja Católica soterrou essa crença a ferro e a fogo na Idade Média, a ponto de  o pensamento ressurgir apenas no final do século XVIII ? batizado de gnosticismo ?, influenciando filósofos e psicólogos, a exemplo de Jung e Nietzsche. E o que é que essa narrativa metafísica tem a ver com a entrevista concedida por Geneir Marques de Carvalho Filho (foto)? Ora, ele adora a franqueza e é fã de um livro e dois filmes bem sugestivos sobre essa questão.

    Geneir explica a escolha: "O livro me marcou muito e esses filmes retratam a força de um pensamento positivo, e sobre Deus em nossas vidas, restando claro que tudo é possível, desde que sejam traçadas as metas e exista um grande esforço, aliado ao poder divino". Mais abaixo vamos falar sobre essas obras. Antes, porém, conheceremos um pouco da história do nosso entrevistado. Ele nasceu na bela e azulejada Maceió. Filho do advogado Geneir Marques de Carvalho e da aposentada Gilda Maria Montebello de Carvalho, é casado com Vanessa Cristine Abreu de Carvalho e não tem filhos.

   Nasceu em 6 de julho de 1981, ou seja, é o nosso primeiro entrevistado nascido num ano musicalmente divino ? o mais efervescente da pop music no século XX. Há pelo menos 365 canções interessantes (uma por dia) paridas naquele ano ? de U2 a Erasmo, passando por Bowie e Caetano. Resumindo: vamos logo brindar essa entrevista com uma bela melodia. Como o clima é de carnaval, tocaremos um clássico lançado em 1981 pelo primeiro e melhor cantor de trio. Olha, não se ouve essa pérola nas rádios há uns 25 anos. Talvez seja a mais gostosa canção de se tocar em violão. Ouça aqui Meninas do Brasil.

    Geneir Marques estudou no Colégio Sacramento, em Maceió, desde a tenra idade. Adorava jogar futebol e participar das viagens promovidas pelo colégio. Começou a cursar direito no Cesmac (AL) aos 18 anos. "Fiz direito por influência paterna, mas depois me apaixonei pela carreira". Formou-se em 2003 e, daí em diante, deu início aos estudos para concursos públicos Foi aprovado em 2006 no concurso da DPE-BA e tomou posse em janeiro de 2007. "Acho a advocacia pública muito interessante. E a Defensoria Pública tem uma vantagem: o trabalho assistencial traz um bem enorme para quem pratica e recebe", comenta.

    Ele escolheu a comarca de Paulo Afonso "por ser mais próxima de Maceió". Você gosta do trabalho que desenvolve na DPE? "Como dito antes, a DPE traz esperança à população carente e isto é muito gratificante". Atualmente, está lotado na 2ª Vara Cível, substituindo no júri e presídio. Geneir defende com afinco as suas teses, o que acaba gerando atritos de ordem doutrinária com juízes e promotores, mas que não inviabilizam as relações pessoais, que, por sinal, são excelentes. Ele gosta da área criminal, principalmente do júri.

    Nosso entrevistado tem pós-graduação em direito administrativo e já está se preparando para cursar uma outra em direito penal. Como avalia a Defensoria Pública da Bahia nos dias de hoje? "A DPE tem crescido muito. Desde 2007 para cá os avanços são incontestáveis, pois ampliamos os atendimentos prestados ao público, novas sedes foram inauguradas, sem contar que o padrão remuneratório melhorou muito. A Defensoria da Bahia está no rumo certo", opina.

   Geneir Marques é apaixonado por futebol, mas não cita nenhum clube da sua terra. "Sou palmeirense fanático. Em breve, espero realizar o sonho de assistir ao palmeiras no Palestra Itália", garante. Sua canção predileta é "Todo Azul do Mar", de Flávio Venturini. "Esta música é bem marcante para a minha relação conjugal", explica. Ouça aqui a pérola desse mineiro, lançada em 1984, e que toca até hoje nas rádios de todo o Brasil.

   Ele gosta de beber chopp acompanhado de amigos. "Às vezes, um vinho faz muito bem, principalmente com uma boa massa". Aliás, ele adora massas de uma forma geral e um bom churrasco. Nunca fumou e gosta muito de viajar: conhece todo o nordeste brasileiro, além de São Paulo, Rio Grande do Sul e Brasília, dentre outros. Já foi aos Estados Unidos (Disney). Nos finais de semana, aproveita para curtir a família e sair para jantar com a esposa. Geneir Marques diz que a franqueza é uma das qualidades mais importantes no ser humano. "Já a ingratidão, o torna desprezível", acrescenta.

    O livro inesquecível em sua vida é "O Futuro da Humanidade", de Augusto Cury. Leia abaixo um resumo da obra:     

 

 

O Futuro da Humanidade narra a trajetória de Marco Pólo, um jovem estudante de medicina que, ao entrar na faculdade cheio de sonhos e expectativas, fica chocado ao encontrar em sua primeira aula de anatomia a triste cena de corpos sem identificação, estendidos sobre o mármore branco. O jovem calouro não consegue aceitar a frieza com que os professores se referem aos corpos, dizendo que ali a identidade não importa, porque aqueles corpos são de mendigos encontrados mortos na rua.

Revoltado com a situação, Marco Pólo sai à procura de informações sobre esses personagens aparentemente sem passado, e nessa jornada encontra o excêntrico Falcão, um mendigo que conhece a fundo a mente humana. Apesar da difícil situação em que vive, com seus sonhos frustrados, futuro desfeito e esperanças perdidas, Falcão recupera a sua alegria inata ao conviver com o jovem sonhador.

Surge uma amizade entre os dois personagens. A identidade de um dos corpos mutilados nas aulas de anatomia é revelada por Falcão como sendo de um ilustre cientista médico que num acidente havia perdido toda a família e, a partir de então, deixou a carreira e se tornou mendigo, vindo a morrer no anonimato. A revelação cai com uma bomba na faculdade. O principal professor só então percebe a semelhança dos traços do corpo inerte com o antigo fundador daquela universidade.

Anos depois, Marco Pólo já recém formado em Psiquiatria, estimulado pelo amigo Falcão, enfrenta uma grande batalha contra professores e médicos de renome internacional, tentando mudar a abordagem clássica da psiquiatria e os paradigmas da medicina. Ele desafia profissionais de renome para provar que os pacientes com problemas psiquiátricos merecem mais atenção, respeito e dedicação e menos remédios.

Ele utiliza a força do diálogo e da psicologia, e acaba causando uma verdadeira revolução nas mentes e nos corações das pessoas com quem convive. Esse livro representa a luta contra as injustiças e a força de um jovem corajoso, dotado de uma imensa paixão pela vida e pelas pessoas. O Futuro da Humanidade nos leva a uma fascinante viagem pelo mundo da psicologia. Sua linguagem é clara, seus conceitos apresentados de forma simples, e que fazem as pessoas refletirem sobre o rumo que a sociedade está tomando.     

 

 

  Os filmes que marcaram Geneir Marques até agora são "Desafiando Gigantes", de Alex Kendrick, e "Quase Deuses", de Joseph Sargent, ambos baseados em fatos reais. O primeiro narra a história de um técnico de futebol americano que nunca conseguiu levar seu time Shiloh Eagles a uma temporada vitoriosa. Ao enfrentar crises profissionais e pessoais aparentemente insuperáveis, a idéia de desistir nunca lhe pareceu tão atraente, quando um visitante inesperado o desafia a acreditar no poder da fé. Resultado: ele descobre a força da perseverança para vencer.

  A história de "Quase Deuses" também é verídica e conta a saga de Vivien e Alfred Blalock, responsáveis pela primeira cirurgia feita no coração. O fato ocorreu após a grande depressão americana. Vivien é negro, sonha em cursar uma faculdade, casar e se tornar médico. Alfred é um médico ambicioso, que testa, em animais, técnicas para se sobressair perante os outros pesquisadores. O jovem negro vai trabalhar como ajudante no laboratório de Alfred, onde surge um certo conflito racial. A obra mostra que a ignorância e o preconceito racial castraram excelentes profissionais.

   Há muita semelhança entre a história do livro e desses dois filmes com o gnosticismo ? a crença dos cristãos que viveram nos primeiros séculos após a morte de Jesus. Ademais, a idéia de que o filho de Nazaré e o seu pai ? o anjo rebelde do bem ? foram expulsos do paraíso perverso está intrínseca na obra dos maiores pensadores dos séculos XIX e XX, a exemplo de Nietzsche, Heidegger, Freud, Jung e Merleau-Ponty. As religiões, por sua vez, têm uma interpretação contrária, isto é, o anjo rebelde é o mau. Você, caro leitor, querida leitora, tem o livre arbítrio, ou melhor, sua consciência: você escolhe!

Texto: Assessoria da ADEP-BA

Publicada em: 01.02.2010

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